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verbalizado por Fábio, em 27.03.16

Às vezes penso: "isto o que era bonito era ter alguém para partilhar a minha vida.". Acho que era uma namorada, ou assim. Alguém para se rir comigo, vir cá fora só olhar para o céu e dizer "a lua hoje está cheia!" Alguém com quem rir muito, alguém com quem eu pudesse contar. Alguém para abraçar, para fazer o amor, para brincar. Alguém para correr atrás (esqueçam, isto é o que eu faço). Alguém a quem contar histórias, uma nova todos os dias. Alguém com quem viajar... Como não se verifica possível faço isto tudo sozinho. Viajo sozinho, venho cá fora sozinho e sou eu que digo "a lua hoje está cheia" ou "porra vai chover e deixei a roupa na corda, é melhor ir para casa. Sozinho". Também choro sozinho, as tais lágrimas da liberdade, das quais fala a música - Esta - que quando são em demasia, chateiam.

Os meus amigos vão ler isto e pensar "olha-me este filho da mãe!". Não, amigos. Não é a mesma coisa. Eu gosto de vocês e vocês são o meu mundo. E vocês sabem. É convosco que eu partilho a minha vida. Queria era uma "cara metade".

Eu gosto de partilhar coisas e, na maior parte das vezes, partilho-as com os meus amigos, ou com pessoas que nem conheço tão bem, principalmente as minhas histórias. As das viagens. Aquelas que faço sozinho para trazer isso mesmo - histórias para contar. Na esperança de poder partilhar alguma coisa. Citando João Monteiro "eu às vezes também jogo xadrez sozinho. E é precisa muita honestidade para jogar xadrez sozinho." E é. É preciso muita honestidade para fazerem isto tudo sozinhos.

Mas nesta coisa de viajar sozinho, o meu amigo Olavo bate-me aos pontos. Porque também é preciso coragem para viajar sozinho. E ele tem-na, muito mais que eu.

Há sempre um lado bom nisto. Além de jogar xadrez, podem comer as comidas feitas de propósito para partilhar, sozinhos.

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verbalizado às 16:05

Esperar

verbalizado por Fábio, em 06.02.16

É inevitável. Esperar pelo autocarro, pelo comboio, pela boleia; esperar que nos chamem, que nos digam Olá, que apareçam só. Esperar por uma mensagem, por um toque, por uma notícia, por um sinal, por um "visto às"... Esperar que aconteça, que não aconteça, que sim, que não. Esperar estar eganado, ou não estar. Esperar que uma daquelas pessoas especiais apareça num dia mesmo mau e nos dê um simples abraço. Esperar que cheguem, que fiquem, que se segurem e aguentem. Esperar por ti, por ele, por ela, por eles, por todos. Esperar que se lembrem de nós como nós nos lembramos deles. Esperar que os velhos tempos voltem. Esperar ouvir a verdade. Esperar que a guerra acabe, que o mundo mude. Esperar pelo verão, pela primavera, pelo sol. Esperar pelas férias.... Esperar, esperar muito. Não significa, de todo, que um dia alcancemos tudo aquilo que esperamos, mas nós continuamos sempre à espera, mais que não seja, à espera de um sorriso.

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 *post original publicado em 23 de Março de 2009 às 14:53. 

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verbalizado às 20:20

Estrelar

verbalizado por Fábio, em 30.01.16

Já não vinha aqui há algum tempo, mas vocês também não, portanto não se ponham com coisas. Estou em Vila Real. Vim trabalhar, ou "só carregar em botões" Vim cá mesmo para cima. As estrelas são bonitas cá em cima. Está um verão soviético na rua, mas vale a pena. E foi ao olhar para elas que pensei - e agora vem a parte lamechas - que não me consegui despedir de um grande amigo meu que parte hoje para mais uma aventura, daquelas de mochila às costas. Se um dia leres isto, Olavo, ao fim do terceiro mês de estares a dormir ao relento, a ver as estrelas como eu, quero que saibas que a minha morada continua a ser a mesma, se conseguires arranjar uma caneta podes escrever-me a pedir dinheiro. Ou então arranjas um camelo e pões-te a seguir a mais brilhante. A estrela. Admiro as pessoas que são capazes de fazer aquilo que eu não consigo. É preciso tomates para agarrar numa mochila e ir para a Indonésia tentar trabalhar. Seguir um sonho, uma vontade, um ímpeto... E eu, às vezes, gostava de seguir os meus, mesmo os mais básicos. Ainda assim cá estou, num bar de uma quinta onde estamos hospedados, sozinho, a beber uma super bock, depois de contemplar as estrelas. Um brinde a ti, Olavo, que daqui a nada vais estar mais perto delas. Porque os aviões andam lá em cima, e porque as praias não são cobertas ;) Aquele abraço.

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verbalizado às 00:12

Passar

verbalizado por Fábio, em 30.12.14

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Toca a todos. A passagem de ano. O passar do tempo... 2014 acaba hoje. Para o ano faço 25 anos. Um quarto de século. Há uns anos gozava com um amigo meu por fazer as bodas de prata em aniversários, agora chegou a minha vez. É como quando um pombo caga em cima de um amigo vosso, vocês riem-se muito e, ao fim de 5 minutos, o pombo caga-vos mesmo no alto da pinha. E lá se vai a vontade de rir.

Feliz ou infelizmente, a frase "Este foi um ano espectacular. Obrigado por fazeres parte dele" não chega para resumir 2014. Comecei com uma Odisseia na Regaleira, uma viagem que teve inicio no fim de 2013 e ainda tive tempo de passar em Barcelona! De Espanha ao Espontâneo foi um saltinho e uma queda também. Minha. No foyer do Olga Cadaval. Mas levantei-me e tentei "manter o ânimo" todos os sábados, também, na Quinta da Regaleira e na vida, o que às vezes é dificil. Pelo meio disto andei por Alverca, pela Ericieira, por Mafra, por Leiria, pela Malveira, por Telheiras....pelo Oeste vá, com um Teatro a Tiracolo e com o Teatro que é na Graça, e tem-na, mas de Bocage só tem o nome. Porque o Senhor era de Setúbal. De Setúbal - da praia-, para o Passeio Maritimo de Algés - do Alive-, onde recebi a noticia de qua uma grande amiga minha ia ser mãmã. E fiquei feliz.

Isto foi tudo antes da outra Odisseia que aconteceu este ano. No Verão. Para ajudar a pessoa mais importante da minha vida. Mem Martins-Faro-Mem Martins, porque teve de ser. Conheço os bancos do intercidades como ninguém! Mas a vida não pára, o tempo não espera, ou vice-versa e lá fui eu, e mais uns quantos, para Cabo Verde, mostrar-lhes o Quixote. Uma semaninha por lá! E que bom que foi!

Quando voltei havia Ciência na Rua por Estremoz, improviso para acontecer em Sintra, um curso para acabar na ESTC, um Popeye para eu lhe dar música no Villaret, um Quiz para fazer no Sabot, dois epectáculos de dança para colorir e iluminar no São Jorge e em Sintra...

Também neste ano, agora no fim, fui ao Terreiro do Paço, 3 anos depois, para ajudar crianças, outra vez  :) Desta vez a ideia era combater a pobreza infantil. E Toca a Todos! A minha rádio favorita, aquela que me ensina o que eu sei sobre música, esteve a fazerr 73 horas de emissão continua na Praça do Comércio. E o que eu gostava de fazer rádio! Ainda consegui dizer umas palaverinhas para todo o mundo através da Antena 3! E os Instantâneos conseguiram improvisar pelo éter! E que bonito que foi. O melhor de dois mundos, juntos: a rádio e o teatro. Por uma boa causa!

E isto passou-se. Obrigado a todos os que que passaram pela minha loja em 2014. Espero continuar a ver-vos em 2015. Não quero ficar sozinho em 2014. Já viram o que era toda a gente passar o ano e eu ficar preso em 2014? Tudo cinzento e vazio. 

Bora lá que o espectáculo tem de continuar. O da vida. E o tempo passa tão rápido.

Bom ano.

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Marco Graça

 

 

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verbalizado às 01:49

Realizar

verbalizado por Fábio, em 01.12.14

Caros leitores, Antes de mais quero perguntar se não têm vergonha de vir ler o meu blog com as mesmas calças de ganga que usaram ontem... e anteontem... e na quinta-feira...e quarta....desde segunda vá. Seus porcos. Vão lá vestir uma roupinha decente que hoje venho falar de coisas sérias. Não vale fechar o post agora.

Hoje estou contente. Estou feliz. Isto amanhã passa, mas hoje fiquei de coração cheio. Só é pena estar roto, mas ainda assim, hoje está cheio. É por isto, caros leitores, que eu gosto de ser o gajo que faz acontecer coisas. Às vezes mal, outras vezes em cima do joelho, às vezes menos, outras mais... Hoje encontrei "duzentas mil horas" de trabalho espetadas no fundo da minha rua. É isso deixa-me feliz. É por isto. É por isto que eu passo 2 dias a reconstruir folhas de papel de um metro e meio; 2 horas a responder a e-mais; 4 horas a fazer newsletters e press-releases; 2 mil minutos por mês ao telefone... É por isto. Porque gosto de realizar sonhos. De mexer com as emoções das pessoas. E às vezes da pior maneira, principalmente para aquelas que trabalham comigo.

Este é o meu obrigado. O meu "sol depois de chover". Este é (quase) o meu pagamento. (Tenho de por aqui este "quase", para a malta não vir aqui ler isto e achar que o dinheiro não me faz falta). É disto que eu preciso. Disto e de um aplauso, de pé, daquele senhor, em lágrimas, no fim de uma sessão do Principezinho na Quinta da Regaleira.

Hoje saí de casa e esbarrei connosco â minha porta.image.jpg

É por isto que eu não estou a trabalhar na caixa do Pingo Doce, como me apetece tanto às vezes. São estas coisas que me fazem dizer uma frase com muitas asneiras e terminar com "sim senhor pá". Se podia fazer mais? Podia. Melhor? Podia. E estou a trabalhar nisso. Gosto de aprender todos os dias. Coisa que falta a tanta gente.

Às vezes tenho quatro mil ou só duas coisas para fazer e, de entre todas, arranjo uma nova: dormir. Mas é bom acordar para ver o nosso trabalho por aí :)

É isto que me faz andar. Isto e ter pernas também ajuda.

Realizar sonhos? Sim! É esse o meu trabalho.

Beijinhos no sítio onde a etiqueta da roupa faz comichão.

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verbalizado às 03:07

Engordar

verbalizado por Fábio, em 15.09.14

Já não tenho histórias para contar. Parece que engordei. Mas só (ahahah) no cérebro. Que estranha inércia! Já não tenho anedotas, as piadas ficaram reduzidas, as gargalhadas passaram a ser um sorrisinho. Parece que tenho perguiça de tudo. O meu cérebro engordou. Sinto-me cansado. Estou a borrifar-me para tudo. Digo que sim quando posso. Digo que não quando não posso. Quando não me apetece. Que é tipo...quase sempre. Agarro-me ao telefone, ou ao tablet e fico ali a fazer scroll no Facebook ou no Twitter...ou a atirar pássaros contra porcos. A parte enérgica do meu cérebro tirou umas férias. Parece-me. Não resulta Coca-Cola, não resulta Redbull...nada. Estou a emburrecer.

Aprendi com o Sumol que um dia vamos ficar todos mais tristes, vamos crescendo, ficando mais velhos...dizem os senhores para quando esse dia chegar eu não lhe falar, mas eu acho que o gajo chegou e eu nem dei conta. Às vezes olho -me ao espelho e penso "Então mas tás parvo?" e chego à conclusão que sim. Depois vou-me sentar, apático, a olhar para o vazio ou a matar porcos com pássaros no meu telefone.

E a minha vida vai sendo isto. Tenho de encontrar um ginásio para o meu cérebro, para lhe devolver aquele corpanzil de antigamente.

Boa noite.

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verbalizado às 01:41

Progredir

verbalizado por Fábio, em 09.09.14

Estamos tão crescidos. Os nossos amigos começam a juntar-se, a trazer novas pessoas ao mundo... Aos 13 anos fui fazer xixi e quando voltei tinham passado 11. Continuamos a lutar pela nossa felicidade e é isso que é preciso. Porém tenho saudades do tempo em que o meu maior problema era não haver Conetto de Morango quando ia pedir um gelado. Mas a vida é isto. Progredir. Crescer. Tornarmo-nos maiores, mais sabichões e muito mais bonitos, no meu caso.

Já ha muito tempo que não passava por aqui para largar postas de pensamento que me vão assoberbando o espirito. Caros leitores, as minhas desculpas. Tão depressa cheguei como me vou embora. Voltarei brevemente, mais crescido.

E no fim? No fim vamos todos dizer "O tempo... passou tão rápido."

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verbalizado às 19:25

Apresentar

verbalizado por Fábio, em 24.06.14

Caros leitores, cá estou eu para vos apresentar aquele que é o meu novo projecto! Trata-se de um podcast que eu já há muito que pensava em fazer! Está disponível para subscrição no iTunes e para ouvir sempre que quiserem em http://sonseecos.blogspot.com!

E perguntam vocês: "ah mas oh Fábio, o podcast é sobre quê?" Calma. Deixem-me acabar. Seus apressadinhos. Este é um podcast sobre tudo e sobre nada, às vezes. Com música nova, agenda cultural, textos lindos, bifanas, cachorros e farturas. É ouvir.

Agora não me chateiem mais e vão lá ouvir e carregar nos anúncios para eu poder salvar todos os golfinhos bébes da Amazónia.

Link directo para o episódio de estreia: http://sonseecos.blogspot.pt/2014/06/sons-e-ecos-1-22-de-junho-de-2014.html

Beijinhos e abraços ;)

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verbalizado às 01:40

Alancar

verbalizado por Fábio, em 01.06.14

A BILHA

Os caros leitores que, respeitosamente, nasceram com cú virado para a lua e têm gás canalizado em casa não percebem o flagelo que é ter o esquentador a funcionar com uma bilha de gás. Só quem tem bilhas é que me entende. Portanto este é um texto discriminatório à partida. 

Banho quentinho. Dia frio, gelado, um autentico verão soviético fora da casa de banho, mas a água corre quente pelo nosso corpo, corre quase a ferver, nada mais importa, não há mundo lá fora, não há problemas, só há um corpo numa banheira a relaxar, a descontrair, a descongelar...mas, de repente, ACABA O GÁS!!!! ACABA O GÁS!!! Percebem? Frio, de repente, frio! O calor soviético que estava só fora da casa de banho agora está, não só dentro da casa de banho, como dentro do nosso corpo. Um botão de teletransporte para o pólo norte!! Figuras ridículas de toalhinha ou, na pior das hipóteses - nas vossas - todo nú, a trocar bilhas do gás! E quando não há bilha para mudar? Pois é meus amigos! Pois é! Banhinho quente só no dia a seguir!!!

E os meus vizinhos não querem pôr gás natural porque "é perigoso". Pois. Não querem porque quem mora no segundo andar sou eu! Eu é que alanco com as bilhas cá para cima! Perigoso sou eu com uma bilha do gás na mão! Eu é que sou perigoso! Já dizia o Hitler. E se a Sónia Brazão morasse cá no prédio? Ah pois!

Adeus.

 

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verbalizado às 21:43

Olvidar

verbalizado por Fábio, em 05.04.14

As pessoas esquecem-se. Esquecem-se do passado. Esqucem-se de quem foram. Esquecem-se de ser boas. As pessoas inflamam-se e esquecem-se. Esquecem-se de nós, esquecem-se delas, esquecem que já trabalhámos, eventualmente, no crescimento individual uns dos outros.

Eu faço o que gosto. Trabalho horas. Esqueço-me de muita coisa. Mas não me esqueço de ser uma pessoa boa, uma pessoa grata, uma pessoa honesta. Mas isto sou eu, que não quero dominar o mundo. Quem quer dominar o mundo não pode ser honesto, quem quer dominar o mundo esquece-se dos amigos porque, afinal de contas, há um mundo para dominar... As pessoas esquecem-se que a vida não é um jogo. Ou pelo menos não é um jogo igual ao Candy Crush Saga.

As pessoas quando se chateiam, esquecem-se. Esquecem-se de muita coisa. Esquecem-se que, eventualmente já trabalhámos juntos. Esquecem-se que, eventualmente, trabalhamos todos horas a mais, em condiçoes adversas e já o fizémos juntos, eventualmente. Esquecem-se que já estivémos todos enterrados na lama até ao pescoço, esquecem-se que perdemos horas de sono por causa delas... Mas não se esquecem das coisas menos boas que preenchem o nosso passado. Disso não. Nem disso nem de um ditado popular qualquer que lhes dê jeito na altura. Esquecem-se doutros.... Ahhhhh as pessoas!

As pessoas esquecem-se de ser boas. E, para escrever isto, eu também tive de me esquecer de muita coisa.

Boa noite.

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verbalizado às 21:49




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