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Realizar

verbalizado por Fábio, em 01.12.14

Caros leitores, Antes de mais quero perguntar se não têm vergonha de vir ler o meu blog com as mesmas calças de ganga que usaram ontem... e anteontem... e na quinta-feira...e quarta....desde segunda vá. Seus porcos. Vão lá vestir uma roupinha decente que hoje venho falar de coisas sérias. Não vale fechar o post agora.

Hoje estou contente. Estou feliz. Isto amanhã passa, mas hoje fiquei de coração cheio. Só é pena estar roto, mas ainda assim, hoje está cheio. É por isto, caros leitores, que eu gosto de ser o gajo que faz acontecer coisas. Às vezes mal, outras vezes em cima do joelho, às vezes menos, outras mais... Hoje encontrei "duzentas mil horas" de trabalho espetadas no fundo da minha rua. É isso deixa-me feliz. É por isto. É por isto que eu passo 2 dias a reconstruir folhas de papel de um metro e meio; 2 horas a responder a e-mais; 4 horas a fazer newsletters e press-releases; 2 mil minutos por mês ao telefone... É por isto. Porque gosto de realizar sonhos. De mexer com as emoções das pessoas. E às vezes da pior maneira, principalmente para aquelas que trabalham comigo.

Este é o meu obrigado. O meu "sol depois de chover". Este é (quase) o meu pagamento. (Tenho de por aqui este "quase", para a malta não vir aqui ler isto e achar que o dinheiro não me faz falta). É disto que eu preciso. Disto e de um aplauso, de pé, daquele senhor, em lágrimas, no fim de uma sessão do Principezinho na Quinta da Regaleira.

Hoje saí de casa e esbarrei connosco â minha porta.image.jpg

É por isto que eu não estou a trabalhar na caixa do Pingo Doce, como me apetece tanto às vezes. São estas coisas que me fazem dizer uma frase com muitas asneiras e terminar com "sim senhor pá". Se podia fazer mais? Podia. Melhor? Podia. E estou a trabalhar nisso. Gosto de aprender todos os dias. Coisa que falta a tanta gente.

Às vezes tenho quatro mil ou só duas coisas para fazer e, de entre todas, arranjo uma nova: dormir. Mas é bom acordar para ver o nosso trabalho por aí :)

É isto que me faz andar. Isto e ter pernas também ajuda.

Realizar sonhos? Sim! É esse o meu trabalho.

Beijinhos no sítio onde a etiqueta da roupa faz comichão.

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verbalizado às 03:07

Engordar

verbalizado por Fábio, em 15.09.14

Já não tenho histórias para contar. Parece que engordei. Mas só (ahahah) no cérebro. Que estranha inércia! Já não tenho anedotas, as piadas ficaram reduzidas, as gargalhadas passaram a ser um sorrisinho. Parece que tenho perguiça de tudo. O meu cérebro engordou. Sinto-me cansado. Estou a borrifar-me para tudo. Digo que sim quando posso. Digo que não quando não posso. Quando não me apetece. Que é tipo...quase sempre. Agarro-me ao telefone, ou ao tablet e fico ali a fazer scroll no Facebook ou no Twitter...ou a atirar pássaros contra porcos. A parte enérgica do meu cérebro tirou umas férias. Parece-me. Não resulta Coca-Cola, não resulta Redbull...nada. Estou a emburrecer.

Aprendi com o Sumol que um dia vamos ficar todos mais tristes, vamos crescendo, ficando mais velhos...dizem os senhores para quando esse dia chegar eu não lhe falar, mas eu acho que o gajo chegou e eu nem dei conta. Às vezes olho -me ao espelho e penso "Então mas tás parvo?" e chego à conclusão que sim. Depois vou-me sentar, apático, a olhar para o vazio ou a matar porcos com pássaros no meu telefone.

E a minha vida vai sendo isto. Tenho de encontrar um ginásio para o meu cérebro, para lhe devolver aquele corpanzil de antigamente.

Boa noite.

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verbalizado às 01:41

Progredir

verbalizado por Fábio, em 09.09.14

Estamos tão crescidos. Os nossos amigos começam a juntar-se, a trazer novas pessoas ao mundo... Aos 13 anos fui fazer xixi e quando voltei tinham passado 11. Continuamos a lutar pela nossa felicidade e é isso que é preciso. Porém tenho saudades do tempo em que o meu maior problema era não haver Conetto de Morango quando ia pedir um gelado. Mas a vida é isto. Progredir. Crescer. Tornarmo-nos maiores, mais sabichões e muito mais bonitos, no meu caso.

Já ha muito tempo que não passava por aqui para largar postas de pensamento que me vão assoberbando o espirito. Caros leitores, as minhas desculpas. Tão depressa cheguei como me vou embora. Voltarei brevemente, mais crescido.

E no fim? No fim vamos todos dizer "O tempo... passou tão rápido."

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verbalizado às 19:25

Apresentar

verbalizado por Fábio, em 24.06.14

Caros leitores, cá estou eu para vos apresentar aquele que é o meu novo projecto! Trata-se de um podcast que eu já há muito que pensava em fazer! Está disponível para subscrição no iTunes e para ouvir sempre que quiserem em http://sonseecos.blogspot.com!

E perguntam vocês: "ah mas oh Fábio, o podcast é sobre quê?" Calma. Deixem-me acabar. Seus apressadinhos. Este é um podcast sobre tudo e sobre nada, às vezes. Com música nova, agenda cultural, textos lindos, bifanas, cachorros e farturas. É ouvir.

Agora não me chateiem mais e vão lá ouvir e carregar nos anúncios para eu poder salvar todos os golfinhos bébes da Amazónia.

Link directo para o episódio de estreia: http://sonseecos.blogspot.pt/2014/06/sons-e-ecos-1-22-de-junho-de-2014.html

Beijinhos e abraços ;)

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verbalizado às 01:40

Alancar

verbalizado por Fábio, em 01.06.14

A BILHA

Os caros leitores que, respeitosamente, nasceram com cú virado para a lua e têm gás canalizado em casa não percebem o flagelo que é ter o esquentador a funcionar com uma bilha de gás. Só quem tem bilhas é que me entende. Portanto este é um texto discriminatório à partida. 

Banho quentinho. Dia frio, gelado, um autentico verão soviético fora da casa de banho, mas a água corre quente pelo nosso corpo, corre quase a ferver, nada mais importa, não há mundo lá fora, não há problemas, só há um corpo numa banheira a relaxar, a descontrair, a descongelar...mas, de repente, ACABA O GÁS!!!! ACABA O GÁS!!! Percebem? Frio, de repente, frio! O calor soviético que estava só fora da casa de banho agora está, não só dentro da casa de banho, como dentro do nosso corpo. Um botão de teletransporte para o pólo norte!! Figuras ridículas de toalhinha ou, na pior das hipóteses - nas vossas - todo nú, a trocar bilhas do gás! E quando não há bilha para mudar? Pois é meus amigos! Pois é! Banhinho quente só no dia a seguir!!!

E os meus vizinhos não querem pôr gás natural porque "é perigoso". Pois. Não querem porque quem mora no segundo andar sou eu! Eu é que alanco com as bilhas cá para cima! Perigoso sou eu com uma bilha do gás na mão! Eu é que sou perigoso! Já dizia o Hitler. E se a Sónia Brazão morasse cá no prédio? Ah pois!

Adeus.

 

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verbalizado às 21:43

Olvidar

verbalizado por Fábio, em 05.04.14

As pessoas esquecem-se. Esquecem-se do passado. Esqucem-se de quem foram. Esquecem-se de ser boas. As pessoas inflamam-se e esquecem-se. Esquecem-se de nós, esquecem-se delas, esquecem que já trabalhámos, eventualmente, no crescimento individual uns dos outros.

Eu faço o que gosto. Trabalho horas. Esqueço-me de muita coisa. Mas não me esqueço de ser uma pessoa boa, uma pessoa grata, uma pessoa honesta. Mas isto sou eu, que não quero dominar o mundo. Quem quer dominar o mundo não pode ser honesto, quem quer dominar o mundo esquece-se dos amigos porque, afinal de contas, há um mundo para dominar... As pessoas esquecem-se que a vida não é um jogo. Ou pelo menos não é um jogo igual ao Candy Crush Saga.

As pessoas quando se chateiam, esquecem-se. Esquecem-se de muita coisa. Esquecem-se que, eventualmente já trabalhámos juntos. Esquecem-se que, eventualmente, trabalhamos todos horas a mais, em condiçoes adversas e já o fizémos juntos, eventualmente. Esquecem-se que já estivémos todos enterrados na lama até ao pescoço, esquecem-se que perdemos horas de sono por causa delas... Mas não se esquecem das coisas menos boas que preenchem o nosso passado. Disso não. Nem disso nem de um ditado popular qualquer que lhes dê jeito na altura. Esquecem-se doutros.... Ahhhhh as pessoas!

As pessoas esquecem-se de ser boas. E, para escrever isto, eu também tive de me esquecer de muita coisa.

Boa noite.

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verbalizado às 21:49

Separar

verbalizado por Fábio, em 23.03.14

"Um dia a maioria de nós irá separar-se. Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora, das descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos que partilhamos. Saudades até dos momentos de lágrimas, da angústia, das vésperas dos finais de semana, dos finais de ano, enfim... do companheirismo vivido. Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre. Hoje não tenho mais tanta certeza disso. Em breve cada um vai para seu lado, seja pelo destino ou por algum desentendimento, segue a sua vida. Talvez continuemos a nos encontrar, quem sabe...nas cartas que trocaremos. Podemos falar ao telefone e dizer algumas tolices... Aí, os dias vão passar, meses...anos...até este contacto se tornar cada vez mais raro. Vamo-nos perder no tempo... Um dia os nossos filhos verão as nossas fotografias e perguntarão: "Quem são aquelas pessoas?" A saudade vai apertar bem dentro do peito. Vai dar vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente... Quando o nosso grupo estiver incompleto... reunir-nos-emos para um último adeus de um amigo. E, entre lágrimas abraçar-nos-emos. Então faremos promessas de nos encontrar mais vezes daquele dia em diante. Por fim, cada um vai para seu lado para continuar a viver a sua vida, isolada do passado. E perder-nos-emos no tempo... Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo: não deixes que a vida passe em branco, e que pequenas adversidades sejam a causa de grandes tempestades... Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!" A autoria é atribuída, nos sites que consultei, a Fernando Pessoa. Não preciso acrescentar nada, só: boa noite :) Deixo um postal antigo:

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verbalizado às 21:03

Escrever

verbalizado por Fábio, em 08.02.14

Um dia vou escrever o livro da minha vida. Vou olhar para trás e pensar nas coisas que fiz. Nas coisas que não fiz e que devia ter feito…

No dia em que eu escrever o livro da minha vida, quando já for velhinho, espero, vou lembrar-me do quão melhor podia ter sido tudo se a minha cabeça não se negasse a trabalhar de vez em quando. Vou lembrar-me do quão melhor eu podia ter sido. No dia em que eu escrever o livro da minha vida vou escrever sobre a minha procura sobre o amor, sobre “as lágrimas da liberdade”, sobre o que custa crescer. Vou escrever sobre a minha entrega, sobre a minha vontade de realizar os sonhos e as vontades dos outros. No dia em que eu escrever o livro da minha vida não me vou esquecer de ninguém - às vezes esqueço-me; mas nesse dia não. Vou escrever sobre as minhas obsessões, sobre as minhas conversas com um psicólogo – que vão acontecer um dia - , sobre os meus amores, sobre os meus amores-perfeitos… Vou escrever sobre os abraços – que gosto tanto -, sobre os sorrisos, sobre os diferentes significados e cores das lágrimas que molharam os diferentes anos da minha vida. No dia em que eu escrever o livro da minha vida, vou escrever sobre as pessoas, sobre a importância delas, sobre o "sempre" e sobre o "nunca" e vou rir-me enquanto escrevo… Vou escrever sobre os espectáculos que fiz, sobre os espectáculos que vi, sobre a altura em que a minha relação com o teatro ficou como a relação daqueles casais juntos há 30 anos… Mas também vou escrever, espero, sobre quando a chama se reacendeu, quando descobri novas paixões, novos amores, sobre quando a vida voltou a fazer sentido e eu deixei de ser uma máquina a trabalhar em automático…. Afinal eu só tenho 23 anos. 24, daqui a duas semanas. E quando eu escrever o livro da minha vida vou escrever “o tempo…passou tão rápido.” Mas isto vai ser só quando eu escrever o livro da minha vida. Lá mais para a frente. Se tiver tempo e não for praxado numa praia qualquer.

No dia em que eu o escrever - o livro, da minha vida – não vou deixar páginas em branco. Só porque não quero. Ou se calhar vou. Se me apetecer. Se eu quiser. A vida é minha. O livro também. Às vezes não me apetece fazer nada – acho que é doença -… vou escrever sobre isto também. Sobre isto e sobre o facto de ter dificuldade em focar-me numa coisa. Já repararam, pelo texto, não é?

Um dia vou escrever o livro da minha vida. Ou então vou só editar este blog em livro. Chega bem. Parece-me. 

Ou, se calhar, vai só ser preciso carregar num botão, numa qualquer rede social.

Boa noite. E não vão para a praia trajados. Está frio. E ondas grandes.

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verbalizado às 20:39

Perfazer

verbalizado por Fábio, em 14.01.14

Há, precisamente, 7 anos começava assim: http://verbos.blogs.sapo.pt/436.html, pegando numa ideia que uma amiga - a Rita - me deu. No fundo ela não me deu, eu é que sou um idiota. A Rita só me disse "olha diz-me aí uns verbos. é para um trabalho". Eu disse. E tive esta ideia também.

Há 7 anos o design era feio. Agora ainda é. Tenho de tratar disto.

7 anos meus amigos. 7 anos de Verbos. 7 anos de vida. 7 anos de pessoas. De emoções. De mudanças. E vocês pensam "ah se querias escrever coisas para a tua mãe ler, madavas-lhe uma mensagem!" Têm razão. Mas vocês também estão vestidos com essas cores todas e eu não vos digo nada. Deixem-me.

Este é, mais ou menos, o livro aberto da minha vida. Deixado ao sol e à chuva durante 10 anos, escrito à mão, com páginas rasgadas e outras comidas pelos ratos mas, ainda assim, é o livro da minha vida. A certa altura perdi a caneta. Perdi a vontade. Depois deixei-me de merdas, seguindo o conselho da minha amiga Inês Amaro, e agarrei num teclado. Agora cá estou eu. Umas vezes bem, outras não. Preciso deste espacinho. Mesmo que ninguém cá venha.

Estes sete anos valeram-me 299 posts (dois ou três da autoria de outras pessoas, nomeadamente Olavo Silva e Rita Ferreira), 300 comentários, dois ou três destaques na página principal do Sapo - WOW!. Passei por muita coisa. Escrevi muita coisa que queria. Muita que não devia. Dexei muita coisa por escrever. Deixei muitos rascunhos inacabados aqui no backoffice, que sou eu posso ler e lamentar-me por não os ter publicado na altura certa. E este blog rege-se por duas ou três permissas, que eu agora não me lembro. Mas duas coisas que tenho sempre em consideração são: "a altura certa" para publicar uma coisa e "nunca repetir um verbo". Pois... têm razão. Já existe um post intitulado "Prefazer" (com erro ortográfico); já este está bem escrito, Perfazer - muito bem!... já para não falar dos outros 5 ou 6 que têm, pelo menos, dois posts aos quais dão titulo... Eu estou a querer enganar quem? Vocês. Consegui? Obrigado.

Podia aqui resumir estes 7 anos. Mas se quiserem saber mais sobre a minha vida vão ter de procurar, têm 299 posts para vasculhar. Uns para rir - pelo menos eu rio-me - outros não. Uns inflamados, outros não. Uns que parece ue "não fui eu que os escrevi", outros não. Uns feios, outros não. Uns com erros, outros... também. Mas a minha vida também é assim: cheia de erros. Cheia de Reticências.

Resta-me agardecer a todos os que passaram por aqui e a todos os que passam, diariamente na minha vida. Sem vocês isto não existia. Eu também não. Agradecimentos especiais: Olavo, Rita Neves, Rita Ferreira, Gonçalo Africano, Catarina Salgueiro, Joana Martins, Inês Amaro, Filipa Vasconcelos, André Mourato, Catarina Trindade, Pedro Manaças, Marco Silvestre, ao Rui Mário, ao Marco Martin, à Ana Trindade, à Inês Aguiar, ao Sérgio Salgueiro...e Obrigado aos que me esqueci também. Obrigado aos que conheço há 7 anos. Aos que conheço há 8. Aos que conheço há mais ou menos tempo.

Boa noite pessoas. E vão lá trocar de roupa que - não sei se já vos disse - essas cores não combinam.

Beijinhos.

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verbalizado às 03:06

Imortalizar

verbalizado por Fábio, em 09.01.14

E é isto, não é? Uma pessoa nasce, joga à bola como ninguém, vem para Portugal, é o melhor do mundo, acaba a carreira e acaba por partir, também.

Eu nunca vi o Eusébio jogar. Mas vou, desde pequenino, ao Estádio da Luz, sou do Benfica desde que nasci e nem acompanho nada, nem sou fanático. Mas sou português. Nasci aqui neste rectângulo à beira-mar plantado. Cresci a ouvir falar no Eusébio -  e a ver uns lances, de vez em quando, a preto e branco, na televisão -, na Amália, no Almeida Garret, no José Saramago... no Camões, também... personalidades. Personalidades nossas que, bem ou mal, fazem parte da nossa cultura, da vida do nosso país. Quer queíramos, quer não. E este país, como sabem, vibra com o futebol. E, quer queiramos, quer não, a morte de uma personalidade como este Senhor é um marco maior do que a morte de 9 bombeiros no verão, por exemplo. É maior que a morte de um nosso ente-querido...Para o país. Para as pessoas. Percebem?

Eu nunca vi o Eusébio jogar. Gosto de futebol - não lhe ligo muito, nem tenho tempo... vou vendo uns jogos- mas podia não gostar e, mesmo assim, o Eusébio ia fazer sempre parte da minha vida, enquanto marco histórico deste país; que, embora tenha sido menos lembrado quando terminou a carreira, ficou sempre na memória daqueles que vibraram com ele e dos que estavam ao lado daqueles que vibraram com ele...

Eu nunca vi o Eusébio jogar, a não ser a preto e branco, nas imagens de arquivo, empoeiradas, da RTP. E quando Ele morreu, fiquei triste. Uma tristeza estranha. Daquelas tristezas que se sentem quando conhecemos aquela pessoa, mesmo sem a conhecer, e ela, pura e simplesmente, desaparece. Daquelas tristezas quando parte da nossa história passa a ser tão e só francamente isso. História.

Eu nunca vi o Eusébio jogar. Mas vi, na segunda-feira, um país a dizer-lhe adeus, a prestar-lhe homenagem. O Eusébio não é do Benfica, não é do Sporting, não é do Porto. O Eusébio é nosso. Quer queiram, quer não. Não se esqueçam que a cultura somos nós que a fazemos, que a mudamos, que a revisitamos. E o Eusébio faz parte dela. Da cultura de um país. Do nosso país.

Eu nunca vi o Eusébio jogar, mas sei que o Eusébio é de Portugal. E a Amália também.

foto: Nuno Ferreira Santos - Público

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verbalizado às 00:14




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