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Quarta-feira, 5 de Janeiro de 2011
Reatar

Olá pessoas que mesmo passados quase 5 meses desde o último post ainda cá vêm a ver se se oferece dinheiro.

 

Quero dizer-vos que este ciclo da minha vida fechou. É mesmo assim. Outros começam. Reato a escrita da minha vida agora num novo blog: ohdiacho.blogs.sapo.pt.

 

Obrigado aos autores dos 290 comentários deste blog que, se continuasse, faria 3 anos de existência no dia 14 deste mês. Sim, é velhinho, o primeiro foi o do SAPO, o segundo o da RÃ e depois o meu, logo a seguir. Primeiros!

 

Fica para a posteridade!

 

Este é o 270º post. Como é que isto se pronuncia em numeração ordinal (º)? Digam-me vocês.

 

Um abraço!


sinto-me: bem, relativamente
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verbalizado por Fábio Mini às 03:43
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Segunda-feira, 30 de Agosto de 2010
Fechar

Não tenho palavras, sequer. O Centro Comercial fechou. O Blog também.

 

O centro comercial fechou
E a Maria vai viver a vida mais longe
Longe das ilusões
Em cima das situações
Perigosas

O Toino não morreu no mar
Acabou de adquirir um castelo na Escócia
Enfim, não é bem na Escócia
É uma cave sombria
Em Gaia

O passado já lá está
Raio de uma sorte cinzenta
E o presente é uma réstia de esperança enquanto houver saúde
Há que cuidar do aspecto
Fazê-lo parecer natural
Por mais que seja cruel não há ninguém que ajude

Ninguém nos ensinou a usar
Nada do que recolhemos pelo caminho
Perto das ilusões
Entre o amor e as razões
Perversas

O passado já lá está
Raio de uma sorte cinzenta
E o presente é uma réstia de esperança enquanto houver saúde
Há que cuidar do aspecto
Fazê-lo parecer natural
Por mais que seja cruel não há ninguém que ajude

 



sinto-me: mal
ouvir: Jorge Palma- O Centro Comercial Fechou
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verbalizado por Fábio Mini às 14:47
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Enganar

A raiva corre no meu sangue. Mas sinto-me o homem mais poderoso do mundo! Gosto disso. Caos.


sinto-me: A PIOR PESSOA DO MUNDO!
ouvir: a tua cabeça a bater numa parede
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verbalizado por Fábio Mini às 03:07
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Quarta-feira, 11 de Agosto de 2010
Estupidificar

O Olavo dedicou-me este texto, é bonito, aqui fica.

 

“Uma grande estupidez literária”

(Correcção – “Uma grande estupidez”)

 

Tem batatas?

Sabão!!!

Já não se pode falar com as pessoas…

Cavalinho Branco.

Tem batatas?

Tenho ali ao fundo.

E pacotes de Doritos, há?

Pacotes de Doritos há quatro.

A4 submarino ao fundo

Ou poeta ao chão

(Correcção – “alguém ao chão”)

Que foi o que aconteceu quando eu caím, estava distraído a olhar para a montra da livraria, vi o livro do Saramago e caím

Depois levantei-me e fui pá Baixa, ver as montras.

“Levantei-me e fui pá Baixa” não é um pleonasmo, mas deve ser uma figura de estilo qualquer, que isto não me soa nada bem…

Deve ser uma anfhnhasse

Com “n” entre o “a” e o “f”, sim, porque há quem diga afhnhasse, e isso a mim soa-me muito mal, não gosto…

Pessoas que dizem mal as palavras, para mim, estão na mesma escala de lançamento de ultrajes, que os homossexuais que se querem casar, estão para o D. José Policarpo.

(Correcção – “ O Padréco da Sé”)

Um dia mando vir 4 pizzas familiares para mim e mais 2 amigos

Depois quando não tivermos mais fome, colocamos as fatias que restarem na caixa de correio do Cardeal Patriarca de Lisboa

(Correcção – “ O Padréco da Sé”)

Ah… Hoje é o dia!

Nicola momentos Perfeitos.

Nespresso, What else.

Gostamos muito das frases engraçadas nos pacotes de açúcar, mas o George Clooney fez-nos acreditar que o café das cápsulas é o melhor café do mundo…

E eu acredito….

Por isso é que compro…

É pena, é ter de ir de propósito à Rua Garrett só para comprar meia dúzia de cafés, que aquilo só se vende na loja.

Podiam vender, sei lá, no P……..

Não…

Estão muito bem, as cápsulas em Lisboa….

(Não se escreve más ideias, sabe-se lá quem é que vai ler isto. Tudo o que eu não quero é ver o George Clooney, num cenário de prateleiras de café e chocolate em pó, a dizer:

“Pingo Doce, Venha Cá”

Com a mesma entoação que diz:

“Nespresso, What esle”)

O Problema das pessoas como eu que não escrevem nem por talento, nem por criatividade, escrevem mesmo por insónia, é que gastam quase uma folha inteira a falar do P…..

Do sítio do costume…

Já não bastam os 5 mil anúncios diários, que correspondem mais ou menos a cento e qualquer coisa, em cada intervalo do Telejornal.

(Correcção – “ Daquele programa”)

Na maior parte dos países em que o QI médio dos habitantes é superior ao de uma galinha

O telejornal não dura mais de 20/30 minutos

Certamente não aborda temáticas do interesse público como o sorteio do cabaz de Natal da aldeia de Figueiró dos Vinhos

Mas eu também nunca disse que o meu QI era superior ao de uma galinha

Portanto o dos meus conterrâneos não tem de ser….

Saudações Patriotas

 

Olavo Silva

(Correcção – “Olavo”)

21 de Fevereiro de 2010



verbalizado por Fábio Mini às 22:15
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Sábado, 7 de Agosto de 2010
Sair

Já passou um tempo, mas não podia deixar de deixar qualquer coisa sobre este assunto por aqui. Não estou perdido, não estou. Nem estou chateado contigo. Estou só triste com tudo isto, com esta situação e com o facto de não integrar este projecto. Arranjar culpas é desperdicio de energia. E é. Faltas de respeito é que eu não consigo tolerar (a maior parte). Se calhar é melhor assim. Percebo.

 

Depois há o resto e, caso não tenham reparado, o meu mundo acabou no fim-de-semana passado: fui despedido, dispensado, afastado, ou qualquer coisa do genero, de um projecto teatral - my fault; desprogramei a mesa de luz e houve um espectáculo que foi cancelado por isso mesmo - my fault;  soube que para o ano, a associação cultural com a qual trabalho vai ter de procurar novo espaço - not my fault mas é triste. Mais? Estou na Polónia. Tenho medo.

 

É só.

 

Até já.


sinto-me: com medo
ouvir: Nina Simone - Be My Husband
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verbalizado por Fábio Mini às 00:04
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Domingo, 20 de Junho de 2010
Desistir

A vida é bonita não é? É, mas só quando estou a dormir, porque quando acordo é uma coisa muito feia.

 

Começo a desistir. O meu corpo e a minha mente não me deixam continuar. Sinto-o. Ou enlouqueço ou fico maluco. Fiquei doente. Tenho as defesas em baixo. Estou a desistir aos poucos. E nem é tanto o trabalho, também é, mas são, sobretudo, as pessoas. As pessoas que pensam que o meu mundo gira à voilta delas, que pensam que fico mais feliz por saber a vida delas, as pessoas que falam mal umas das outras nas costas, as pessoas falsas, as pessoas que me irritam e enervam.

 

O meu dia não é mais feliz por saber que alguém foi aqui ou ali. Garanto-vos. Isto é uma coisa, outra é preocupar-me com as pessoas. Hoje acho que percebi um bocado a minha mãe, quando ela está assim "chatiadinha" comigo. Quando falamos com as mães dos amigos, percebemos coisas, porque as nosas não falam disso connosco. Perceberam? Não. Óptimo.. Apesar de diferente (e a ainda bem) mantemos uma relação. Preocupo-me contigo como me preocupo com qualquer outro amigo meu e espero que estejas bem e que não te tenha acontecido nada de grave. Fiquei um bocado em alerta hoje. Havemos de falar quando houver oportunidade. O que tu, eu e todos nós menos precisamos é de pessoas a chatear-nos a cabeça e a perguntar insutentemente coisas.

 

Estranho este mundo.

 

Mas concluindo isto: estou cansado, irritadiço, constipado e dei um jeito ao pescoço. Estou à espera que chegue a senhora da batina cinzenta e da foice para me levar a dar uma voltinha.

 

Ou enlouqueço ou fico maluco.

 

Adeus...


sinto-me: em baixo
ouvir: The Fray - How to Save a Life
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verbalizado por Fábio Mini às 23:02
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Quinta-feira, 10 de Junho de 2010
Enfrentar

Ora se eu já tive as conversas mais dificies do mundo (do meu mundo), se já desiludi pessoas e me desiludi com elas, se enfrentei tempestades, obstáculos e coisas que tais... não acham que mais alguém devia fazer o mesmo? Não sei, sei lá, tipo aquelas pessoas que falam mal das outras nas costas, digo eu. Porque é que não se chegam à frente, filhos, e dizem o que têm a dizer na cara das pessoas? Em principio elas não vos batem, a menos que uma dessas pessoas seja eu.

 

Eu já disse aqui trezentas e noventa e duas vezes que não gosto de pessoas falsas. Irritam-me profundamente. Pessoas que na frente são uma coisa e nas costas são outra. Não gosto. Quanto a mim, sei lá, morriam. Falsas, quanto muito, só notas que pelo menos ainda servem para a gente se divertir um bocadinho.

 

O que é que estas pessoas trazem ao mundo... hum... deixa cá ver... isso, pois.

 

O mais engraçado é que se dizem "nossos amigos"!? Ai sim? Quem diria! A porta do meu quarto, essa sim, é minha amiga. Se eu bater lá com a cabeça ela faz um barulho, sempre o mesmo, se eu bater lá com a mão ela faz outro, sempre o mesmo. A porta do meu quarto não vai contar à minha mãe que eu bati lá com a cabeça ou com a mão. Não há relatos disso. Até porque se houvesse, a pessoa que o relatou deveria procurar ajuda rapidamente, visto que as portas não falam. Resumindo: A porta do meu quarto é fixe

 

Trocava bem estes seres presentes na minha vida por uma taça de morangos com chocolate por cima, e vocês? Só porque me irritam. Os seres, não os morangos. Quer dizer, esses também, mas os da TVI só.

 

Até já.

 


sinto-me: Grrrrr
ouvir: Anaquim- As vidas dos outros
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verbalizado por Fábio Mini às 23:07
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Segunda-feira, 7 de Junho de 2010
Exprimir

Há coisas que, pelo grau de dificuldade que empreendem, nos são complexas de enfrentar, controlar e explicar. Para mim são. Sem o pragmatismo que nem todos temos e se calhar devíamos ter. Sem o pragmatismo de quem admiramos.

 

A expressão é vazia de sentido. A nossa expressão. Porque sim. E é complicado.

 

Apetece-me dizer muita coisa. Não quero. Digo só: Bleck

 

Adeeeeuuuusssssss


sinto-me: coiso
ouvir: Westlife - Tell me Why
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verbalizado por Fábio Mini às 01:09
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Segunda-feira, 24 de Maio de 2010
Agrupar

Ainda bem. Ainda bem que cada um de vós estava lá. À sua maneira, mas estava e esteve. Apesar de não concordar com certas coisas e de não rasurar, de forma alguma, a minha opinião sobre este Retis, penso que: ainda bem que a vossa opinião é diferente da minha e da quem está de fora. Ainda bem que a maior parte de vós sentiu o que eu senti aqui há un anos. Ainda bem.

 

Agora, boa sorte!

 

Um abraço.


sinto-me: estranho
ouvir: Foge Foge Bandido - Ninguém é quem queria ser
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verbalizado por Fábio Mini às 17:02
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Sexta-feira, 21 de Maio de 2010
Desunir

Não sou nem quero ser saudosista, mas ainda posso ter uma palavra, ou duas, a dizer sobre o sitio onde cresci e onde me formei. São elas (as palavras): bonito serviço!

 

Reticências. Eu olho para ali e penso: "Bolas! Não foi ali que eu cresci, não foi ali que eu me tornei no que sou hoje, não foi ali que arranjei os melhores amigos do mundo, não foi ali que tive uma paixão interminável, não foi ali que eu me mostrei, não foi ali que me profissionalizei, não foi ali que agarrei o teatro!" A questão é que foi. Foi tudo ali. Foi o Reticências, todos os que o compuseram e o Rui que me puseram onde estou. Estou muito grato. Agora olho para aquele palco e vejo desunião, inimizades, intrigas, vestígios de sorrisos inexistentes. E pergunto-me: o que é que se passa? Hum? No meu tempo as únicas intrigas que poderiam existir era "este gosta daquela ou desta, aquela anda com o outro..." coisas assim, normais, ou mais próximo da normalidade. E eu volto a perguntar: o que é que se passa? O que é que foi aquilo na Regaleira? Hum? O ano passado ainda tentei estar por lá e digo-vos que não gostei, e nunca pensei dizer isto de um grupo (que agora, para mim, se resume apenas a um nome: Reticências) onde passei os melhores anos da minha vida. Onde é que está o respeito? Onde é que está a vontade? Onde é que está o "tenho teatro na quarta e na sexta, yupi", o "tenho tantos testes, mas vou ao teatro", "tenho mil e quinhentos trabalhos para acabar e tanto que estudar mas vou ao teatro porque aquelas pessoas salvam-me o dia". Não. Ninguém sabe o que quer. Estão ali só porque há  um senhor com caracóis a dizer e a fazer umas coisas giras. Um senhor (como diz um amigo) que os meninos tratam por você. E o teatro, cá fora, não é assim. Não há desunião, nem desrespeito. Digo-vos eu, que sei. Que trabalho nisto. Não tenho galões para tirar cá para fora, não tenho 20 ou 30 anos disto (tenho 2), mas quem tem dirvos-á a mesma coisa.

 

Onde estão os toques de mãos, as danças intermináveis, os jogos de confiança, o choro comum, a gargalhada geral, a correria, o nervosinho conjunto, as corridas pela fonte do Campo Pequeno, as massagens, as cavalitas, as repreensões, a entre-ajuda, as viagens de autocarro, os passeios, as idas a Sintra à noite, os almoços, lanches e jantares? Onde está a união? Se eu cair agora, agarram-me?

 

A pergunta que me apetece fazer é: onde está a Catarina Salgueiro, a Catarina Trindade, o Manaças, a Rita, a Carolina, o Nuno, a Inês Amaro, a Mizé,  o Elisio, o Olavo, o Marco, o David, a Raquel Pêgo, a Nídia, a Filipa Vasconcelos, o Nuno Oliveira, a Noni, a Joana Lopes, a Ana Trindade, a Ângela e a Bárbara, daquele tempo? Todos juntos. Ali. Onde estão? Não estão. E claro que isto é parvo porque cada um tem a sua vida agora, mas é o que me apetece perguntar quando olho, agora, para aquele palco. E este é o meu blog e eu pergunto o que quero e bem me apetece.

 

Bem ou mal, foi ali que aquelas pessoas que eu disse conviveram, cresceram e passaram parte da sua vida, quer tenham seguido o ramo ou não. Não nos desrespeitem e acima de tudo não se desrespeitem a vocês (isto dito, atenção, por quem tem experiência em desrespeitar-se a si próprio).

 

E era isto tudo que eu tinha para dizer, claro que censurei as asneiras.

 

Bons sonhos. Até já.


sinto-me:
ouvir: Air Traffic - No more running away
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verbalizado por Fábio Mini às 03:34
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