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Descompor

verbalizado por Fábio, em 24.04.09

Os serviços essenciais neste país estão longe, muito longe, extremamente longe, loooooooooonge... (acho que já perceberam a ideia) de serem perfeitos.

 

Estou sem internet e sem telefone e lá tive de recorrer à minha PEN proveniente da Oceânia (ah ah... ao Kanguru) que dá um jeitão nestes casos.

 

Quando isto acontece há que descompor alguem, e os coitados são sempre os mesmos. Aqueles que têm o mesmo trabalho que eu. Por isso prefiro descompor os senhores da Zon por mail, até porque o guião de uma novela como esta tem de ser escrito e não falado.

 

Enfim, estes senhores irritam-me e vá de falar com os supervisores.

 

Isto para estes lados está, claramente, off.

 

Quem fala dos serviços de telecomunicações também fala dos transportes públicos e das pizzarias (essencial). O livrinho vermelho é para encher.

 

Tenho dito.

 

 

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verbalizado às 00:38

Desrespeitar

verbalizado por Fábio, em 20.04.09

É um bocado isso que eu me sinto. Desrespeito. Não por mim, que já estou habituado, mas pelo meu trabalho. Sinto que trabalhei semanas em vão. Ou quase. Ou se calhar não trabalhei e não me esforcei o suficiente para fazer um bom trabalho. Não me insurgi, nunca o faço, acho sempre melhor ficar calado e deixar ao critério. Faço mal, eu sei, mas é assim.

 

Misturas de coisas que se esperam ver, com as que nunca se viram. Também não sei se o que eu imaginara ou aquilo para o que trabalhei seria o que se esperava. Afinal de contas e criei uma personagem que não vem no texto. Mais ou menos... enfim...

 

É sempre um desafio encarnar outra personagem. Espero que sim e que seja um desafio aliciante. Mesmo.

 

É o último, mesmo. Os ciclos têm de se fechar. Definitivamente.

 

Refúgo.

 

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verbalizado às 23:05

Procurar

verbalizado por Fábio, em 19.04.09

Há quem passe metade da vida a procurar tudo. Eu passo. Porque passso a outra metade a perder as coisas que procuro, é um facto. Há também quem passe a vida inteira há procura da felicidade, de ficar bem na vida, de ter um grande cargo numa grande empresa. Há quem passe o tempo todo há procura do homem ou da mulher ideal... Blá, blá, blá... E há quem passe o tempo livre a procurar o desconhecido (neste caso, um Desconhecido)! E porque não? Só porque sim. Devíuamos todos fazer o mesmo, procurar o desconhecido a ver se aprendíamos mais alguma coisa.

 

Pois é. Encontrei um blog hoje nos destaques do Sapo (http://desconhecidoprocura-se.blogs.sapo.pt) cujo o objectivo é descobrir um Desconhecido, essa agulha, neste gigante palheiro - a internet. A ver se dá.

 

É bonito quando nos apixonamos pelo desconhecido. E como pergunta a Leonor: "quantos de nós não se apaixonam por Desconhecidos ao longo do dia?". Aquela coisa do "amor à primeira vista"...

 

Se "o tal Desconhecido" aparecer por Sintra (não que eu vá estar muito atento à fisionomia do rapaz, nem à barba nem a esse tipo de coisas...) aviso.

 

Entretanto vou continuar à procura das minhas coisas, do meu eu, e no meu tempo livre procuro o desconhecido, aquilo que não conheço.

 

O Verbos junta-se à Procura. Gostei da ideia.

 

Até já.

 

PS: se causou aquele alarido por ter merecido o destaque na página incial do Sapo apenas com um post, iamgino se este post fosse o 3 milhões e ganhasse o prémio. Até deitavam fumo! ah ah!

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verbalizado às 23:49

Acontecer

verbalizado por Fábio, em 12.04.09

Aqueles dias em que as coisas acontecem.

 

Aqueles dias em que uma pessoa que nós só conhecemos por organizar eventos em Sintra e por ter uma empresa com um nome engraçado, vem ter connosco e nos conta a sua história de vida. Aqueles dias em que conversamos com um desconhecido no comboio sobre um iPod; em que corremos atrás dos pombos a correr, que nem crianças. Aqueles dias que vamos aqui ou ali só porque sim, aqueles dias de chuva em que o comboio se atrasa uma hora às 23h30, 

 

Acontece. Acontece tudo tão rápido, tão espotâneo que nem damos conta. Acontece não sabermos dos amigos durante uns tempos e ficarnos preocupados com eles, acontece ficarmos chateados porque as nossas expectativas sobre qualquer coisa sairam defraudadas, acontecem surpresas, acontece descobrir sons e musicalidades novas. Acontece o imprevisivel e o desconhecido. Acontece tudo. Bom, mau... tudo. 

 

Acontece que eu percebo, às vezes. Acontece que eu sei às vezes, outras não. Acontecem mudanças.

 

As coisas acontecem.

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verbalizado às 23:43

Memorar

verbalizado por Fábio, em 04.04.09

 

"Vem brincar, traz um amigo teu, e ao chegar tu vais poder também, ensianar como se vai até à Rua Sésamo", "Hey, Hey, Vickie, hey Vickye Hey", "Huuuugo, prá esquerda e prá direita, sem fazer asneiras, Hugo, pra cima e para baixo até à Caverna das Caveiras" ou "não serei eu nem tu, seremos nós, a sua televisão independente Sic, Sic,..." ou "avôzinho nunca eu de ti me afastarei" ou o simples "TV2" ou ainda "era uma vez os três, os famosos moscãoteiros..." ou "fui ao jardim da Celeste..." e por aí fora, não esquecendo a famoso "mundo dos Brinquedos!"

 

Todas estas músicas, fazem parte da nossa infância. No tempo em que valia a pena acordar cedo para ver os desenhos animados. Não precisava de despertador, acordava sempre por volta das 6:30h e quando perdia os primeiros desenhos animados ficava muito chateado.

 

Adorava o Timon e Pumba e todos os desenhos animados da Disney, davam aos sábados de amnha na RTP, no Clube Disney. Fui crescendo e apareceu um canal no cabo que só tinha disto: o Disney Channel. Era codificado mas havia uma hora em que os senhores da TvCaboa briam o sinal à malta e eu vinha a correr da escola para casa, para chegar às 17h a tempo de ver o o suricata e o amigo porco. Depois acabaram com isso e eu liguei muito chateado para a TvCabo a dizer que eu queria era o Timon e Pumba e não o senhor em cuecas. E eles não me ligaram nenhuma.

 

Frases que também fazem parte da minha infância são o "Qual é meu?" do nosso amigo Bugs e "Eu vi, eu vi um gatinho!" do Twetty. Adorava os Looney Tunes.

 

É claro que nem só de desenhos animados é feita a minha infância. Lembro-me muito bem do "ponha, ponha!" que um senhor uma vez gritou em relação ao facto de lhe estarem a colocar uma iguana na cabeça. Lembro-me do Surprise Show, do Ponto de Encontro ("um abraço neste Ponto de Encontro"), dos Malucos do Riso... e de tantos outros programas que marcaram a minha infância.

 

Ai ai... esta é a parte gira da minha infância. A minha parte gira. Não gosto de falar da parte feia.

 

Agora sou grande, quer dizer, sou mais velho, e continuo a gostar de ver o Timon e Pumba, os restantes desenhos animados da Disney e os Looney Tunes. De resto é tudo uma grance caca. Os desenhos animados de agora são uma belo monte de estrume. Tenho pena que as crianças de agora não possam usufruir da parte engraçada da minha infância.

 

Isto tudo para dar continuidade ao desafio da Catarina. Nunca é demais recordar que, se tu, que estás a ler isto, cresceste nos anos 90:

 

- Ainda te lembras de quando valia a pena acordar cedo para ver desenhos animados; (pois..)
- Sabes de cor a música de pelo menos 4 canções da Disney; (sei muitas)
- Fazias aquelas coisinhas de papel para ver com quem é que te ias casare os 'quantos queres?' ; (fazia, ams nunca resultava, não percebo)
- Cantavas as musicas das Spice Girls, mas não sabias bem o que é que estavas a dizer; (não era muito o meu género...)
- Sabias que a Power Ranger cor de rosa e o verde ainda iam acabar juntos; (saberia se visse os Power Rangers, mudava sempre de canal quando começava)
- Não perdias um episódio do Dragon Ball; (perdia alguns...)
- Tiveste, pelo menos, um Tamagotchi; (ui)
- Sabias as músicas dos Onda Choc de cor 'ele é o reiii, eiii, eiii' (e sei)
- Ainda és do tempo em que a Anabela cantava 'quando cai a noite na cidadeee'... (...há sempre um sonho e há magia...)
- Brincavas aos Polly Pocket! (hum... não)
- Ainda te lembras da coreografia da Macarena; (lembro pois)
- Gritavas 'Olhós namorados, primos e casados!'; (apesar de incesto, dizia isso algumas vezes sim)
- Choraste quando o Mufasa morreu e, se for preciso, voltas a chorar se voltares a ver o filme outra vez; (chorei, e ainda choro a ver desenhos animados sem ser o Rei Leão, se for preciso)
- Tururururu Inspector Gadget Tururututu! (vai vai helicópetro Gadget)
- Ainda te lembras de ver a tua mãe ou a tua avó a chorar a ver o 'Ponto de encontro' (sim)
- 500 escudos dava para tanta coisa! (agora é tudo uma cambada de ladrões)
- 'Bem-vindos ao mundo encantado dos brinquedos, onde há reis, princesas, dragões!' (agora é em Outubro que começa a dar o anúncio, tiram a amagia toda Às coisas)
- Todas as tuas decisões importantes eram feitas com um 'pim-pu-ne-ta' (ou um-dó-li-tá)
- 'Velho' queria dizer qualquer pessoa acima dos 17 anos; (yap)
- Conhecias pelo menos uma pessoa que tinha daqueles ténis com luzinhas! (é verdade sim senhor)
- Quando ias ao cabeleireiro, a tua mãe dizia-te que ficavas linda/o de 'poupa'; (dizia, mas só decidi experimentar agora)
- Querias sempre um Push-pop e a tua mãe nunca te queria dar porque ficavas todo a colar!!! (mas eu insistia)
- Levaste pelo menos um sermão por teres colado o teu 'pega-monstros' ao tecto da cozinha; (não, não levei, mas parti uma peça qualquer de loiça, de estimação. Todos partimos.)
- Trocavas tazzos e matutolas; (agora tento ganhar Carros)
- Vias o Zig-Zag, e o Buereré.(e o Um-Dó-Li-Tá, e o Caderno Diário e, mais tarde, o Dá-Lhe Gás)
- Vias o Riscos, no canal 2, e sentias-te muito mais crescido. (crescido sim, maior não)
- Achavas piada ao 'quarto-escuro'; (ainda acho...)
- Respondias aos insultos com 'quem diz é quem é!!' (e havia umas coisas bonitas que ainda completavam essa frase)
- Lembras-te de ver os Simpsons e de não perceberes porque é que, sendo desenhos animados, não tinham graça nenhuma; (agora adoro)
- Viste o Rei Leão, e os 101 dálmatas. (vi todos!)
 

- Já te apercebeste que já não és uma criança, e que sabe bem recordar os momentos que já passaram...

 

É isso... já não sou. Mas sabe sempre bem recordar

 

 

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verbalizado às 20:32




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