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Perfazer

verbalizado por Fábio, em 14.01.14

Há, precisamente, 7 anos começava assim: http://verbos.blogs.sapo.pt/436.html, pegando numa ideia que uma amiga - a Rita - me deu. No fundo ela não me deu, eu é que sou um idiota. A Rita só me disse "olha diz-me aí uns verbos. é para um trabalho". Eu disse. E tive esta ideia também.

Há 7 anos o design era feio. Agora ainda é. Tenho de tratar disto.

7 anos meus amigos. 7 anos de Verbos. 7 anos de vida. 7 anos de pessoas. De emoções. De mudanças. E vocês pensam "ah se querias escrever coisas para a tua mãe ler, madavas-lhe uma mensagem!" Têm razão. Mas vocês também estão vestidos com essas cores todas e eu não vos digo nada. Deixem-me.

Este é, mais ou menos, o livro aberto da minha vida. Deixado ao sol e à chuva durante 10 anos, escrito à mão, com páginas rasgadas e outras comidas pelos ratos mas, ainda assim, é o livro da minha vida. A certa altura perdi a caneta. Perdi a vontade. Depois deixei-me de merdas, seguindo o conselho da minha amiga Inês Amaro, e agarrei num teclado. Agora cá estou eu. Umas vezes bem, outras não. Preciso deste espacinho. Mesmo que ninguém cá venha.

Estes sete anos valeram-me 299 posts (dois ou três da autoria de outras pessoas, nomeadamente Olavo Silva e Rita Ferreira), 300 comentários, dois ou três destaques na página principal do Sapo - WOW!. Passei por muita coisa. Escrevi muita coisa que queria. Muita que não devia. Dexei muita coisa por escrever. Deixei muitos rascunhos inacabados aqui no backoffice, que sou eu posso ler e lamentar-me por não os ter publicado na altura certa. E este blog rege-se por duas ou três permissas, que eu agora não me lembro. Mas duas coisas que tenho sempre em consideração são: "a altura certa" para publicar uma coisa e "nunca repetir um verbo". Pois... têm razão. Já existe um post intitulado "Prefazer" (com erro ortográfico); já este está bem escrito, Perfazer - muito bem!... já para não falar dos outros 5 ou 6 que têm, pelo menos, dois posts aos quais dão titulo... Eu estou a querer enganar quem? Vocês. Consegui? Obrigado.

Podia aqui resumir estes 7 anos. Mas se quiserem saber mais sobre a minha vida vão ter de procurar, têm 299 posts para vasculhar. Uns para rir - pelo menos eu rio-me - outros não. Uns inflamados, outros não. Uns que parece ue "não fui eu que os escrevi", outros não. Uns feios, outros não. Uns com erros, outros... também. Mas a minha vida também é assim: cheia de erros. Cheia de Reticências.

Resta-me agardecer a todos os que passaram por aqui e a todos os que passam, diariamente na minha vida. Sem vocês isto não existia. Eu também não. Agradecimentos especiais: Olavo, Rita Neves, Rita Ferreira, Gonçalo Africano, Catarina Salgueiro, Joana Martins, Inês Amaro, Filipa Vasconcelos, André Mourato, Catarina Trindade, Pedro Manaças, Marco Silvestre, ao Rui Mário, ao Marco Martin, à Ana Trindade, à Inês Aguiar, ao Sérgio Salgueiro...e Obrigado aos que me esqueci também. Obrigado aos que conheço há 7 anos. Aos que conheço há 8. Aos que conheço há mais ou menos tempo.

Boa noite pessoas. E vão lá trocar de roupa que - não sei se já vos disse - essas cores não combinam.

Beijinhos.

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verbalizado às 03:06

Imortalizar

verbalizado por Fábio, em 09.01.14

E é isto, não é? Uma pessoa nasce, joga à bola como ninguém, vem para Portugal, é o melhor do mundo, acaba a carreira e acaba por partir, também.

Eu nunca vi o Eusébio jogar. Mas vou, desde pequenino, ao Estádio da Luz, sou do Benfica desde que nasci e nem acompanho nada, nem sou fanático. Mas sou português. Nasci aqui neste rectângulo à beira-mar plantado. Cresci a ouvir falar no Eusébio -  e a ver uns lances, de vez em quando, a preto e branco, na televisão -, na Amália, no Almeida Garret, no José Saramago... no Camões, também... personalidades. Personalidades nossas que, bem ou mal, fazem parte da nossa cultura, da vida do nosso país. Quer queíramos, quer não. E este país, como sabem, vibra com o futebol. E, quer queiramos, quer não, a morte de uma personalidade como este Senhor é um marco maior do que a morte de 9 bombeiros no verão, por exemplo. É maior que a morte de um nosso ente-querido...Para o país. Para as pessoas. Percebem?

Eu nunca vi o Eusébio jogar. Gosto de futebol - não lhe ligo muito, nem tenho tempo... vou vendo uns jogos- mas podia não gostar e, mesmo assim, o Eusébio ia fazer sempre parte da minha vida, enquanto marco histórico deste país; que, embora tenha sido menos lembrado quando terminou a carreira, ficou sempre na memória daqueles que vibraram com ele e dos que estavam ao lado daqueles que vibraram com ele...

Eu nunca vi o Eusébio jogar, a não ser a preto e branco, nas imagens de arquivo, empoeiradas, da RTP. E quando Ele morreu, fiquei triste. Uma tristeza estranha. Daquelas tristezas que se sentem quando conhecemos aquela pessoa, mesmo sem a conhecer, e ela, pura e simplesmente, desaparece. Daquelas tristezas quando parte da nossa história passa a ser tão e só francamente isso. História.

Eu nunca vi o Eusébio jogar. Mas vi, na segunda-feira, um país a dizer-lhe adeus, a prestar-lhe homenagem. O Eusébio não é do Benfica, não é do Sporting, não é do Porto. O Eusébio é nosso. Quer queiram, quer não. Não se esqueçam que a cultura somos nós que a fazemos, que a mudamos, que a revisitamos. E o Eusébio faz parte dela. Da cultura de um país. Do nosso país.

Eu nunca vi o Eusébio jogar, mas sei que o Eusébio é de Portugal. E a Amália também.

foto: Nuno Ferreira Santos - Público

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verbalizado às 00:14




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