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Escrever

verbalizado por Fábio, em 08.02.14

Um dia vou escrever o livro da minha vida. Vou olhar para trás e pensar nas coisas que fiz. Nas coisas que não fiz e que devia ter feito…

No dia em que eu escrever o livro da minha vida, quando já for velhinho, espero, vou lembrar-me do quão melhor podia ter sido tudo se a minha cabeça não se negasse a trabalhar de vez em quando. Vou lembrar-me do quão melhor eu podia ter sido. No dia em que eu escrever o livro da minha vida vou escrever sobre a minha procura sobre o amor, sobre “as lágrimas da liberdade”, sobre o que custa crescer. Vou escrever sobre a minha entrega, sobre a minha vontade de realizar os sonhos e as vontades dos outros. No dia em que eu escrever o livro da minha vida não me vou esquecer de ninguém - às vezes esqueço-me; mas nesse dia não. Vou escrever sobre as minhas obsessões, sobre as minhas conversas com um psicólogo – que vão acontecer um dia - , sobre os meus amores, sobre os meus amores-perfeitos… Vou escrever sobre os abraços – que gosto tanto -, sobre os sorrisos, sobre os diferentes significados e cores das lágrimas que molharam os diferentes anos da minha vida. No dia em que eu escrever o livro da minha vida, vou escrever sobre as pessoas, sobre a importância delas, sobre o "sempre" e sobre o "nunca" e vou rir-me enquanto escrevo… Vou escrever sobre os espectáculos que fiz, sobre os espectáculos que vi, sobre a altura em que a minha relação com o teatro ficou como a relação daqueles casais juntos há 30 anos… Mas também vou escrever, espero, sobre quando a chama se reacendeu, quando descobri novas paixões, novos amores, sobre quando a vida voltou a fazer sentido e eu deixei de ser uma máquina a trabalhar em automático…. Afinal eu só tenho 23 anos. 24, daqui a duas semanas. E quando eu escrever o livro da minha vida vou escrever “o tempo…passou tão rápido.” Mas isto vai ser só quando eu escrever o livro da minha vida. Lá mais para a frente. Se tiver tempo e não for praxado numa praia qualquer.

No dia em que eu o escrever - o livro, da minha vida – não vou deixar páginas em branco. Só porque não quero. Ou se calhar vou. Se me apetecer. Se eu quiser. A vida é minha. O livro também. Às vezes não me apetece fazer nada – acho que é doença -… vou escrever sobre isto também. Sobre isto e sobre o facto de ter dificuldade em focar-me numa coisa. Já repararam, pelo texto, não é?

Um dia vou escrever o livro da minha vida. Ou então vou só editar este blog em livro. Chega bem. Parece-me. 

Ou, se calhar, vai só ser preciso carregar num botão, numa qualquer rede social.

Boa noite. E não vão para a praia trajados. Está frio. E ondas grandes.

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verbalizado às 20:39




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