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verbalizado por Fábio, em 26.01.13

Havia um verbo melhor para descrever o que estou a sentir neste momento? Havia. É o que se arranja por estes lados, por agora.

Sinto-me febril, sinto-me num mundo à prte, tenho os olhos pesados, carregados de lágrimas, tenho a cabeça a explodir. Aproveito e escrevo. Nunca me senti assim. Parece que estou sempre sob efeito de uma qualquer substância psico-trópica (de bora, já viram?), parece que estou do outro lado do espelho. Não é um país de maravilhas este, nem eu sou a Alice. Parece que os meus medos vieram todos ao de cima. O medo de não ter. O medo de perder, principalmente, o medo de perder algo que nos é querido, sem razão aparente. Parece que se ligou qualquer coisa no meu cérebro que me defende das atrocidades da humanidade. Da crueldade do mundo. Que estranha forma de vida. Que estranha sensação. De repente sinto admiração por pessoas que passaram traumas, por pessoas que foram mais fortes, por pessoas que não se deixaram ir abaixo como eu deixei agora. Depois descarrego sozinho, andar por aí à deriva. É estranhamente...aliviante. É assim que descarrego. E eu sei. Eu sei que tenho de ser forte, que tenho de ver a vida pelo lado positivo, que tenho de me concentrar numa coisa. Hoje voltei àquele sitio mágico. Ao meu Reticências. Ao palco onde tantas e tantas vezes fui triste e feliz. Senti-me distante. Mas estive lá. Resisti. Mergulhei naquela piscina, outra vez. Não consigo dizer que foi bom. Foi concerteza, mas a minha mente estava algures. Algures num sitio que não ali.

Depoois fui ver um filme com o qual não sabia que me ia identificar assim tanto "Guia para um Final Feliz": Tirei notas. "Preciso de uma miúda", penso. Talvez. Talvez falte aqui qualquer coisa a meu lado. Uma pessoa. Ou mais. Tenho amigos, tenho familia e tenho medo de os perder. Principalmente à minha mãe, e não sei o porquê de me estar a dar isto agora. Andei uma semana quase hipocondriaco. Tinha tudo. Tudo o que era de mau eu tinha. Enfiaram-me um catéter no braço e esqueceram-se de me tirarar aquela mancha de sangue gigante, que lá ficou depois. Estou feito num 8. Mas vamos lá! Toca a animar, não é? A Vvida são dois dias, o carnaval são três e depois vem o fim-de-semana. Ah... o que mais me chateia é que eu consigo rir-me, de vez em quando. O problema é que não sou eu que me rio. É o gajo que tomou conta de mim de há uma semana para cá. E agora ficamos amigos? Não. Já me senti triste, muitas vezes. Muito triste. Nunca tive medo. Agora tenho. Já passei por muito. Aguentei. Mas um homem não é de ferro. E eu, até ver (lá estou eu a meter piadolas), sou um homem. Aconteceu muita coisa, num curto espaço de tempo, muita coisa que me puxou para baixo, muito azucrinanço nesta cabeça, muita tortura psicológica, muita graduação errada nestes óculos, muito tempo livre, muita coisa mal calculada, muitos mal-entendidos.

Quero terminar por dizer que se há pessoas que amo neste mundo são os meus amigos. a minha familia e amo, sobretudo, a minha mãe. São estas pessoas que mantém vivo. Que me dão forças para continuar. (Parecia os gajos da TV Record agora). Vamos lá. Siga a marinha.

Já descarreguei. Vou ver se tomo um banho e se durmo. Sem comprimidos.

Viva la vida. A minha. A nossa.

 

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