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Morrer

verbalizado por Fábio, em 07.02.13

Esta geração não quer morrer. No fundo ninguém quer. Eu, pessoalmente, tenho medo da morte. Da minha e da dos outros. Às vezes ponho-me a pensar "como vai ser quando esticar o pernil?". Acabou-se. Dormir para a eternidade. Deixar de sentir. Deixar de ser. Assusta-me isto. E quando penso nisto fico angustiado, com um nó na garganta. Até hoje também ninguém conseguiu viver para sempre. E também não era isso que eu queria. Afinal de contas não sei o que quero. Acho ambos uma seca: ficar para sempre vivo e ficar para sempre morto.

Estamos sempre a querer abrandar o tempo. Sempre a querer que o tempo não passe. E o que é que facto é que ele passa. Passa muito depressa. Mais depressa do que imaginamos. E este "passar", esta rapidez assusta-me. A facilidade com que se nos é tirada a vida. Percebo nesta altura, francamnete, a necssidade das crenças e religiões. Acreditar que existe algo mais soberano, mais forte que nós, reconforta o espirito.

E nascemos, cada um de nós, um dia, para poder pensar e reflectir também sobre isto. O cérebro devia vir programado para não pensar na morte. Mas não vem. E o nosso trabalho é olhá-la de frente. Só quando o conseguirmos fazer é que vamos viver tranquilos.

Acredito que a morte não dói. Acredito que o nosso corpo e a nossa mente estão preparados para lidar com ela, mais do que o nosso "ser".

Mas ficar morto para sempre é que vai ser chato. Quem sabe senão voltamos a "ser" alguma coisa um dia.

Entretanto há o amor. Há o prazer. Há música. Há cerveja. Há um mundo à nossa espera.

Vamos aproveitar a vida, que ela é curta. Vamos dar-lhe um sentido mesmo que seja só nosso.

Vamos morrer felizes e velhinhos.

Vamos lá.

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