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Abalar

verbalizado por Fábio, em 16.04.08

Hoje não. Hoje fui tomado violentamente por uma tristeza que abalou este coraçãozinho fraco. Hoje fiquei mudo. O céu mudou de cor e a terra mudou de sitio. O sol escondeu-se. Hoje senti-me só. Perdidio e abandonado pelos cantos e esquinas, porque não havia ninguém.  Mesmo assim fui. Fui para aquela que é a minha 2ª casa. A Leal. Chorei. As lágrimas misturavam-se com as gotas de chuva que teimavam em cair. Precisava de um ombro que as secasse. Ninguém. Mas eu sei quem estaria lá, se pudesse. Infelizmente aquela pessoa especial na qual eu vou confiar até ao fim da minha vida, aquela que me ajuda, que me ouve e que eu adoro estava a ter aulas. Assim fiquei. Fiquei ali sentado a olhar para as árvores, para as folhas a cair. Apetecia-me ser ninguém, ser ar, ser qualquer coisa que não estivesse ali, nem ali nem em lado nenhum. Apetecia-me dizer tudo o que ia cá dentro a alguém. Mas não havia ninguém. Andei à deriva, por ali, pela acolhedora Leal da Câmara. Queria ir-me embora com o vento. Queria ser livre e não pensar em coisas idiotas. Como os pássaros. Como aquele pardal que saltitava ao meu lado.

 

Hoje a trsiteza caiu com uma violência tal que fiquei a chorar como uma criança a quem se tira um brinquedo. Hoje senti-me insignificante, senti-me a pecinha do puzzle que não encaixa em lado nenhum. Senti-me mal. Estou e sinto-me abalado por todas as pequenas coisas. Quero ser pássaro, ir-me embora e deixar tudo.

 

Hoje fiquei assim. Começou logo de manhã. Não é a primeira vez. Mas hoje doueu mais.

 

"Quantas vidas tem vida? E que sentido lhes dar?

Mais um dia assim, juro que fugia a esconder-me como um bicho.

Mais um dia ssim juro que morria, um dia para o lixo"

 

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verbalizado às 19:36




3 conjugações

De Marco a 16.04.2008 às 23:32

Burro! Parvo! Otario! sabes bem que podes sempre recorrer a mim sabes que não me custa nada ouvir-te mas tu não dizes nada, não falas isso não ajuda por isso te chamo Burro! Parvo! e Otario! posso não ser aquela pessoa mas posso sempre tentar aliviar a dor da melhor maneira possivel nem que seja só pa dizer parvoices.

De Fábio a 17.04.2008 às 20:30

Eu sei Marco. Obrigado. Tens razão. Naquele momento foi o que saiu e também já não estavas lá. Mas eu sei que posso contar contigo!

Abraço.

De Catarina Salgueiro a 17.04.2008 às 22:40

Desculpa!!
Malditas aulas, mas quem é que inventou a escola, isso é que eu gostaria de saber.
Não gosto nada de te ver assim, já te disse imensas vezes mas não sei o que fazer mais para te ajudar.
Dizer que te adoro ajuda?

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