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Despedir

verbalizado por Fábio, em 29.05.08

Chegou a hora. Arrumar as malas, pegar-lhes, erguer a cabeça, olhar para trás, levantar o braço para acenar e dizer adeus. Não um adeus, um até já.

 

Até já Leal. Tu que me aturaste estes três anos. Tu que me acolheste, que me protegeste, que foste o meu porto de abrigo. A ti dediquei a maior parte do meu tempo, a cuidar de ti e a zelar pelo bem-estar dos que cá moram também. Contigo cresci, vivi, viajei e descobri esta pessoa que sou hoje. Ensinaste.me tanta coisa... Aqui passei por tudo. Aqui sonhei. Aqui chorei, aqui sorri,  aqui errei e falhei, aqui descobri pessoas lindas maravilhosas, abracei-as e beijei-as, aqui tive os meus maus e bons momentos, aqui fiz rádio, montei videos e fiz muita coisa, mas aqui, sobertudo fiz teatro. Descobri os Reticências. Este grupo de pessoas maravilhosas. Este grupo que fala uma lingua estrangeira que as pessoas só entendem quando é traduzida num País dos Chapéus, num Segredo de Chantel, num Copo Meio Vazio, numa Arca do Zé, nuns Escudos Humanos ou noutra performance. Foram eles que me ajudaram a ultrapassar obstáculos e que me derem a conhecer uma nova maneira de estar na vida, de ver as pessoas e de as compreender. Com eles aprendi o que sou realmente capaz de fazer. Naquele palco ainda prolifram ás minhas alegrias e tristezas, os meus sorrios e lágrimas, os abraços e todos os contactos com todos os pontinhos que compõem estas reticências, que são muitos mais que apenas três. Só tenho a agradecer. Agradecer a todos os que me ajudaram, a todos os que apenas me cumprimentaram todos os dias. A todos os que conheci. A todos os que cá ficam. A todos os que me ensinaram coisas novas. A todos os que, de alguma maneira, se importaram comigo,. A todos os meus amigos. A todos.

 

Foi tão bom enquanto durou. Estes três anos que passaram tão rápido. Três anos em que o Fábio não soube dizer não, em que o Fábio não se dedicou ao que realmente devia. Mas eu sou assim. Nasci e continaurei assim: simples, ´frágil e sem me saber impôr. Isto foi o que tu me mostraste.  Tu e as pessoas que cá ficam. Que, curiosamente, também elas falam ou já falaram a lingua estrangeira do Reticências.

 

AGora saio. Saio a pensar que ficou alguma coisa por fazer. Que podia ter feito melhor. Que oidia ter tomado outras opções. Penso nos amigos que fiz e que perdi. Penso que podia ter aproveitado mais certos momentos. Enfim...

 

Despeço-me de ti Leal, de todos os teus habitantes e compatriotas, e de vocês amigos Retis. As minhas segunda casa e segunda familia. Aos que cá ficam: aproveitem cada momento. Mesmo.

 

Até já Leal.

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verbalizado às 21:24




2 conjugações

De cathe a 29.05.2008 às 23:29

nao e uma despedida, é um até ja :)

obrigada por tudo fábio. tudo tudo! es muito especial *

De Patricia a 30.05.2008 às 22:15

Eu pessoalmente, odeio despedidas.
Apetece me sempre chorar e sinto sempre um grande vazio . E tu decerto pelo que dizes sentir neste texto deves ser alguem bastante profundo.

nao deixes de ser assim !
Beijo ^^

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