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Luar

verbalizado por Fábio, em 24.06.13

-Luar é verbo? - pergunta o prezado e amável leitor. O único que não está a fotografar a lua. -É. Se está aqui é. Agora volte lá para o cimo do monte e ponha-se a tirar fotos.

É impressão minha ou isto de dizer que há uma "superlua" é a mesma coisa que dar cerveja sem álcool a um grupo de amigos nossos sem lhes dizer que é sem álcool? Fica tudo bêbado por osmose. Amanhã vem um gajo qualquer dizer "-eh pá a superlua afinal é em Julho, enganámo-nos numa letra. Desculpem." E eu quero ver a cara do pessoal.

Há uma fase da lua que é bastante parecida com esta superlua. Chama-se lua cheia. Eu quase que jurava que vi uma igualzinha o verão passado. No algarve. Se calhar não era super. Era maxi.

O que é facto é que hoje a expressão "nascer com o cu virado para a lua" ganha toda uma nova dimensão. A sorte que os gaiatos que nasceram hoje vão ter...

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verbalizado às 04:30

Lacrimejar

verbalizado por Fábio, em 22.06.13

Volto sempre aqui para dizer babuzeiras...como esta. As nossas lágrimas deviam ter cores diferentes. Cores, sabores, texturas, pesos diferentes. As lágrimas que caem quando o nosso melhor amigo vai para o Brasil são as mesmas que caem quando nos lembramos da nossa infância. São as mesmas que caem quando nos lembramos da nossa primeira namorada, do nosso primeiro trabalho. São as mesmas da saudade, as mesmas do entender, as mesmas do sofrer. São as mesmas. Sempre as mesmas lágrimas. As mesmas que caem quando nos lembramos dos passeios que dávamos com os nossos pais, com os dois; são as mesmas de quando pensamos naquela pessoa de quem gostámos durante tanto tempo e ela não nos ligou nenhuma. São as mesmas do "já não te via há tanto tempo" e do "ainda bem que aqui estás". São as mesmas do adeus. Mas só nós, que as choramos, é que sabemos o que cada uma delas - lágrima - quer dizer. A lágrima podia ser tanta coisa. Podia ter cores e ser guardada em frasquinhos. Podia ser muito mais que o espelho de um sentimento. Que um sinal. Que uma assinatura. Podia ter cor. Mas aí deixaria de ter toda a sua poesia. Até já.

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verbalizado às 05:56

Morrer

verbalizado por Fábio, em 07.02.13

Esta geração não quer morrer. No fundo ninguém quer. Eu, pessoalmente, tenho medo da morte. Da minha e da dos outros. Às vezes ponho-me a pensar "como vai ser quando esticar o pernil?". Acabou-se. Dormir para a eternidade. Deixar de sentir. Deixar de ser. Assusta-me isto. E quando penso nisto fico angustiado, com um nó na garganta. Até hoje também ninguém conseguiu viver para sempre. E também não era isso que eu queria. Afinal de contas não sei o que quero. Acho ambos uma seca: ficar para sempre vivo e ficar para sempre morto.

Estamos sempre a querer abrandar o tempo. Sempre a querer que o tempo não passe. E o que é que facto é que ele passa. Passa muito depressa. Mais depressa do que imaginamos. E este "passar", esta rapidez assusta-me. A facilidade com que se nos é tirada a vida. Percebo nesta altura, francamnete, a necssidade das crenças e religiões. Acreditar que existe algo mais soberano, mais forte que nós, reconforta o espirito.

E nascemos, cada um de nós, um dia, para poder pensar e reflectir também sobre isto. O cérebro devia vir programado para não pensar na morte. Mas não vem. E o nosso trabalho é olhá-la de frente. Só quando o conseguirmos fazer é que vamos viver tranquilos.

Acredito que a morte não dói. Acredito que o nosso corpo e a nossa mente estão preparados para lidar com ela, mais do que o nosso "ser".

Mas ficar morto para sempre é que vai ser chato. Quem sabe senão voltamos a "ser" alguma coisa um dia.

Entretanto há o amor. Há o prazer. Há música. Há cerveja. Há um mundo à nossa espera.

Vamos aproveitar a vida, que ela é curta. Vamos dar-lhe um sentido mesmo que seja só nosso.

Vamos morrer felizes e velhinhos.

Vamos lá.

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verbalizado às 19:28

Resultar

verbalizado por Fábio, em 29.01.13

Antes resultava chorar. Resultava ouvir música. Resultava estar com os amigos. Resultava sair de casa.

Antes resultava escrever. Resultava ler e ver televisão. Resultava dormir.

Antes resultava correr. Resultava rir.

Agora? Nada. Não choro. Não rio. E se o fizer nada me parece genuino. Parece que não sou eu que o estou a fazer.

Estranha forma de vida.

Parece que o meu cérebro activou um qualquer mecanismo de defesa que me distancia da realidade. E agora? Tenho medo.

Tenho medo de dormir.

Todos os dias me deito a pensar: "amanhã acordo para as curvas!" e não... acordo sempre com a mesma sensação.

Aliás, metade de mim acorda. A outra metade está a dormir há uma semana.

 

Amanhã é que vai ser!

 

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verbalizado às 01:57

Descarregar

verbalizado por Fábio, em 26.01.13

Havia um verbo melhor para descrever o que estou a sentir neste momento? Havia. É o que se arranja por estes lados, por agora.

Sinto-me febril, sinto-me num mundo à prte, tenho os olhos pesados, carregados de lágrimas, tenho a cabeça a explodir. Aproveito e escrevo. Nunca me senti assim. Parece que estou sempre sob efeito de uma qualquer substância psico-trópica (de bora, já viram?), parece que estou do outro lado do espelho. Não é um país de maravilhas este, nem eu sou a Alice. Parece que os meus medos vieram todos ao de cima. O medo de não ter. O medo de perder, principalmente, o medo de perder algo que nos é querido, sem razão aparente. Parece que se ligou qualquer coisa no meu cérebro que me defende das atrocidades da humanidade. Da crueldade do mundo. Que estranha forma de vida. Que estranha sensação. De repente sinto admiração por pessoas que passaram traumas, por pessoas que foram mais fortes, por pessoas que não se deixaram ir abaixo como eu deixei agora. Depois descarrego sozinho, andar por aí à deriva. É estranhamente...aliviante. É assim que descarrego. E eu sei. Eu sei que tenho de ser forte, que tenho de ver a vida pelo lado positivo, que tenho de me concentrar numa coisa. Hoje voltei àquele sitio mágico. Ao meu Reticências. Ao palco onde tantas e tantas vezes fui triste e feliz. Senti-me distante. Mas estive lá. Resisti. Mergulhei naquela piscina, outra vez. Não consigo dizer que foi bom. Foi concerteza, mas a minha mente estava algures. Algures num sitio que não ali.

Depoois fui ver um filme com o qual não sabia que me ia identificar assim tanto "Guia para um Final Feliz": Tirei notas. "Preciso de uma miúda", penso. Talvez. Talvez falte aqui qualquer coisa a meu lado. Uma pessoa. Ou mais. Tenho amigos, tenho familia e tenho medo de os perder. Principalmente à minha mãe, e não sei o porquê de me estar a dar isto agora. Andei uma semana quase hipocondriaco. Tinha tudo. Tudo o que era de mau eu tinha. Enfiaram-me um catéter no braço e esqueceram-se de me tirarar aquela mancha de sangue gigante, que lá ficou depois. Estou feito num 8. Mas vamos lá! Toca a animar, não é? A Vvida são dois dias, o carnaval são três e depois vem o fim-de-semana. Ah... o que mais me chateia é que eu consigo rir-me, de vez em quando. O problema é que não sou eu que me rio. É o gajo que tomou conta de mim de há uma semana para cá. E agora ficamos amigos? Não. Já me senti triste, muitas vezes. Muito triste. Nunca tive medo. Agora tenho. Já passei por muito. Aguentei. Mas um homem não é de ferro. E eu, até ver (lá estou eu a meter piadolas), sou um homem. Aconteceu muita coisa, num curto espaço de tempo, muita coisa que me puxou para baixo, muito azucrinanço nesta cabeça, muita tortura psicológica, muita graduação errada nestes óculos, muito tempo livre, muita coisa mal calculada, muitos mal-entendidos.

Quero terminar por dizer que se há pessoas que amo neste mundo são os meus amigos. a minha familia e amo, sobretudo, a minha mãe. São estas pessoas que mantém vivo. Que me dão forças para continuar. (Parecia os gajos da TV Record agora). Vamos lá. Siga a marinha.

Já descarreguei. Vou ver se tomo um banho e se durmo. Sem comprimidos.

Viva la vida. A minha. A nossa.

 

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verbalizado às 03:15

Saltar

verbalizado por Fábio, em 02.01.13

Ora então, prezados três leitores do meu blog: feliz 2013!

Já fazia falta um post aqui no blog. Digo eu. Só.

Para dizer o quê? Que às vezes é preciso saltar do barco. Quem não corre por gosto começa a cansar, a enjoar e a estrgar o trabalho dos outros. Borda fora. Há toda uma tese de doutoramento à volta deste "já não gostar de correr" que vou dexar para futuras núpcias. É tudo um grande ciclo. Este, na Byfurcação, fechou-se agora.

A minha vida está a mudar. Isso é bom.

Vamos lá.

 

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verbalizado às 00:20

Esvaziar

verbalizado por Fábio, em 01.10.12

De um momento para o outro vai tudo embora. Fica um vazio enorame num lugar onde durante muito tempo estivémos. Um vazio grande para quem viu e está de fora. Mas um vazio ainda maior para quem está por dentro.

É dificil ver partir os "conviveres". Saber que de um momento para o outro o chão passa a ser flutuante, para quem conviveu connosco durante muito tempo. Para pessoas com quem conversávamos e partilhávamos o nosso dia-a-dia. A vida nunca foi, nem nunca há-de ser justa para ninguém.

"Isto devia ser fotografado" - dizia-me um amigo, referindo-se ao momento em que se abandona uma forma de vida. Se calhar devia.

Obrigado. Boa sorte para o futuro amigos.

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verbalizado às 04:15

Lançar

verbalizado por Fábio, em 20.09.12

Estou a pensar em juntar estes Verbos todos e lançar um livro... Vou lançar!

PUMBA! Finalmente acertei no cão que ladra toda a noite e não me deixa dormir!

Agora a sério, vá, estou mesmo a pensar nisso, em lançar um livro, só que fazer livros em braile deve sair caro... para querer comprar um livro destes, com os meus textos, só se o leitor fosse cego...

Bom, se calhar fico só para aqui a ouvir música. Afinal de contas o Fizz Limão está cá todos os verões...

Adeeeeeuuuussss.

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verbalizado às 01:10

Corromper

verbalizado por Fábio, em 17.09.12

Não nos tornámos na Austrália (ver post anterior) mas estivémos la perto. As ruas deste Portugal ao barrote. Não via tanta gente em Lisboa desde o 25 de Abril, até porque nessa altura não era nascido...

Bom, hoje deixo aqui um cartoon dos Dois Desenhos a Conversar que mostra, realmente, como é o "tuga".

Somos assim.
Até já.
PS:  titulo do post é só para atrair a comuniddae gay... Muahahahahah... Esta foi daquelas piadas mesmo feias pá... Ai, ai..

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verbalizado às 16:05

Lutar

verbalizado por Fábio, em 15.09.12

Pelos nossos direitos. Hoje é dia 15 de Setembro e avaliar pelas redes sociais vai ser uma espécie de 25 de Abril só que sem Salgueiro Maia. Para uns isto só lá vai à bomba, para outros com ovos, outros dizem coisas como "vamos fazer o Coelho saltar", os da televisão, engravatadinhos, põeem "é evidente" e "evidentemente" 10 vezes numa frase de 5 palavras; e outros ainda tencionam destruir tudo à sua passagem qual claque dos Super Dragões.

Acho bonito. Acho bonito que lutemos pelos nossos direitos, por um país que é nosso, por uma identidade, por condições de vida minimamente dignas.Temos de viver nosso país, não podemos só sobreviver.

Só que, e não sei se sou só eu que acho, parece que vamos lutar contra nós próprios porque foram boa parte dos habitantes- eleitores- deste triângilo à beira mar plantado que elegeram este governo. Lutar ao espelho não é bonito. Enfim...

Infelizmente, às 17h, vou estar a trabalhar mas estou com Portugal. Assusta-me ainda o facto de querermos acabar com este desgoverno mas não termos grandes soluções. É uma coisa do tipo:

"-eh pá isto não é assim!"

"-então como é?"

"-a... bom... deixei o comer ao lume"

Precismos de um gestor à altura.

Porra. Este país tem 10 milhões de habitantes e 92 090 km²! Como é que é? Ai! Queres ver que tenho de me chatear!

Amanhã espero vir escrever aqui um post como se estivessemos na Austrália que, segundo o que se diz, é o segundo melhor país do Mundo para se viver (a seguir à França...). Duvidosa essa lista...

 

Carreguemos Portigueses! Vamos mostrar o que nos vai cá dentro, salvo seja!

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verbalizado às 14:26




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