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Esquecer

verbalizado por Fábio, em 21.06.08

É difícil. Tão difícil para mim. Mas há pessoas que o conseguem fazer tão rapidamente. "Amigos" que se esquecem, pura e simplesmente, que existimos, põe-nos de lado, na prateleira a apanhar pó e usam-nos quando é preciso. Às vezes lembram-se daquele biblô que arrumaram porque é o último que fica na estante. E lá está ele sozinho. A olhar. À espera de ser limpo, usado e voltar para lá, para a prateleira onde sempre esteve e estará quando se encontra em repouso

 

Engraçado como as pessoas se esquecem tão rapidamente do que fizemos por elas. Nunca quis nada em troca das ajudas que dei, das palavras que disse, dos abraços e beijinhos que ofereci, dos desabafos que ouvi, do tempo que sacrifiquei, da companhia que fiz, das coisas que ajudei a fazer. Nunca. Agora quero. Quero respeito. Quero que não se esqueçam de mim. Quero que não me ponham na prateleira a apanhar pó. Ou melhor, quero que me tirem de lá para ficar cá fora. Sempre.

 

Claro que agora vocês, caros leitores, estão a pensar que isto não é nada assim, que eu estou a exagerar, que não estou posto de parte coisíssima nenhuma... Posso não estar por toda a gente - e não estou, porque ainda tenho amigos como deve de ser, felizmente - mas estou por quem pensava que não estava.

 

A solução passa por esquecer quem me esqueceu? É dicil. Já o disse. E sei que também tenho de esquecer quem não me esqueceu. Pelo menos duma certa maneira.

 

Enfim...

 

Haja Folia! Porque enquanto há eu não penso nisto. Ou tento.

 

A gente vê-se.

 

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